politica nacional

RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO
Campanha de Serra não vai arrecadar recursos pela internet

O comando de campanha presidencial do PSDB decidiu não fazer arrecadação de recursos para a campanha pela internet ou por meio de boletos bancários enviados aos simpatizantes. O coordenador administrativo da campanha, José Henrique Reis Lobo, explica que o partido não usará essas ferramentas por prever “um resultado pífio, considerando a relação entre os custos e o benefício”. O tucano alega que os gastos para se criar uma plataforma online de arrecadação superariam os valores arrecadados. Outra justificativa apresentada pelo coordenador é de que a contabilização do montante arrecadado seria "extremamente complicada e pouco precisa". Portanto, afirma ele, colocaria em risco a correção da prestação de contas que deve ser feita ao Tribunal Eleitoral ao final da campanha. Questionado se o fato de outros partidos virem a adotar o sistema preocuparia o PSDB, Lobo nega e diz não se impressionar com isso. "O mais importante é zelar pela lisura das contas, o que não será fácil se adotarem esses procedimentos". Além de ficar fora da arrecadação online, o PSDB também não receberá contribuições através de boletos bancários encaminhados por carta aos filiados ao partido e a simpatizantes da candidatura de Serra. Os partidos costumam enviar correspondência aos eleitores contendo um boleto com valores pré-determinados.

FISCALIZAÇÃO
Justiça eleitoral do Rio está preocupada com abuso do poder
O abuso do poder econômico e político é a principal preocupação da justiça eleitoral do Rio de Janeiro. A afirmação foi feita ontem pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Luiz Márcio Pereira, coordenador da Fiscalização da Propaganda Eleitoral do estado. Segundo o juiz, desde março o tribunal vem definindo padrões de atuação dos juízes responsáveis pela fiscalização das propagandas e já notificou e multou irregularidades antes mesmo do começo da campanha oficial em 6 de julho. O magistrado lembrou que os juízes continuam atuando e punindo "atitudes como a dos candidatos que querem burlar a legislação sempre com uma ideia de esperteza, como colocar uma propaganda dizendo que é para determinado bem ou serviço, quando na realidade o sujeito que aparece no outdoor é candidato". O Juiz disse que a justiça eleitoral no Rio também está preocupada com o uso da máquina administrativa. "De maneira geral [esses candidatos] abusam desse acesso e se utilizam de forma inadequada daquilo que não os pertence. A atuação do TRE tem que ser atuação pontual. Não dá para ser atuação ostensiva como a feita na rua para reprimir o que está errado.

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