Vazamento de óleo atinge afluente no município de Itaboraí


Duas manchas, uma com cerca de 10 quilômetros de extensão, se espalharam pelo Rio Caceribu. Produto teria vazado de empresa que foi autuada por crime ambiental

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) detectou, ontem, duas manchas de óleo no Rio Casseribu, na altura do município de Itaboraí. Com cerca de 10 quilômetros de extensão, uma das manchas vai da altura do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) até as proximidades da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim. A outra mede cerca de 400 metros e está localizada um pouco abaixo da obra de construção de uma subestação de energia para a Ampla, realizada pela empresa Elecnor, pertencente ao grupo Pedras Transmissora de Energia Ltda, que foi autuado por crime ambiental.

O transbordamento aconteceu na madrugada de terça-feira, na altura do quilômetro 28 da Rodovia RJ-116, em Itaboraí. Ao todo, teriam vazado, aproximadamente, seis mil litros de óleo vegetal naftênico, durante a operação de enchimento de um transformador elétrico. O vazamento, que teria sido informado pela empresa ao Inea, atingiu o solo e canaletas que desaguam no Rio dos Duques, afluente do Casseribu. A pedido dos agentes, foram instaladas barreiras de contenção para evitar que o óleo se alastrasse.

Técnicos do Inea e do ICMBIO realizaram ontem um sobrevoo e identificaram vestígios e manchas do óleo ao longo do Rio Casseribu, apesar da instalação de mais de 20 barreiras.
Durante todo o dia equipes percorreram a área e técnicos monitoraram o vazamento. Um novo sobrevoo está programado para hoje. Segundo os técnicos, o óleo vegetal naftênico tem baixa toxicidade tanto aguda como crônica.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itaboraí informou que acompanhou o caso durante todo o dia e auxiliou na contenção do óleo. O Inea informou que o grupo Pedras Transmissora de Energia será autuado por ser responsável pela obra. A Ampla se isentou de culpa e informou que a responsável pela obra é a Elecnor, que pertence ao grupo empresarial que está sendo autuado. A Elecnor, por sua vez, afirmou que não foi informada sobre o caso.

Não há risco de contaminação

A presidente do Instituto Baía de Guanabara, Dora Negreiros, disse que o Rio Casseribu desemboca diretamente na Baía e não é responsável pelo abastecimento de Itaboraí. Por isso, o vazamento não representa riscos à saúde da população, apenas ao meio ambiente. Segundo a ambientalista, caso a mancha atinja o manguezal da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, o problema pode se agravar.

“Geograficamente, o manguezal é um filtro, que pode segurar o material por mais tempo. Mas acredito que o Inea já esteja tomando as devidas providências”, opinou Dora.
Procurada, a empresa Elecnor informou que não tem conhecimento dos fat

Rio Casseribu não abastece o município. Ele desemboca diretamente na baía.

Comerciantes somam prejuízos por falta de energia no Largo da Batalha
2. qua 03/03/2010

Moradores de Icaraí denunciam suposto desmatamento em obra

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