Polícia já tem suspeito do assassinato do pai do cantor Buchecha

Rio - A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira, que já tem um suspeito da morte do pai do cantor Buchecha, Claudino de Souza Filho, assassinado na noite de domingo, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

Para o delegado Adilson Palácio, titular da 72º DP (São Gonçalo), os tiros foram disparados por uma pessoa que estava no mesmo local - um bar - e seria morador da região. Para o delegado, o atirador estaria a cinco metros da vítima e um projétil de pistola 765 foi encontrado na cena do crime.
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Buchecha, de boné branco, chegou do Rio Grande do Sul, onde fez show sábado, direto para o enterro do pai | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Adilson Palácio acredita também em crime premeditado e a hipótese de assalto, divulgada pela família, foi descartada. Claudino foi assassinado depois de levar quatros tiros - um na cabeça, um no braço e dois no tórax.

Claudino foi morto na Estrada da Conceição, por volta de meia noite. Ele tinha passado a noite em um bar. Segundo a mulher de Claudino, dona Cléa, depois de seguir para casa, trocou de roupa e saiu de novo. O assassino teria ficado escondido, esperando ele passar.

“Ele não era homem de me dar satisfação. Colocou a bermuda, os chinelos e saiu. Fiquei na varanda assistindo televisão e veio a notícia logo depois. Claudino era muito querido no bairro, onde a gente morava há dez anos. Ele não tinha inimigos. Gostava de tomar sua cervejinha, mas não tinha vícios com droga. Graças a Deus sempre esteve longe desse bicho ruim. Perdi meu companheiro de 30 anos”, lamentou a madrasta de Buchecha.

Relação de amor e parceria entre pai e filho cantor

A relação de Buchecha com o pai, além da amizade, era de parceria. “Eles gostavam de fazer churrasco e compor canções juntos. Apesar de o meu irmão gostar de samba e Buchecha cantar funk, o ritmo não importava porque os dois eram apaixonados por música. Foi Claudino quem criou uma das coreografias mais famosas de Buchecha. Antes do meu sobrinho viajar para o show no Sul, Claudino passou dias na casa dele. Ele tinha loucura pelo pai e seu mundo vai cair de novo porque ele não vai entender essa violência”, desabafou Celeste, irmã da vítima.

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